sobre o tempo e as despedidas
tem um mês que nossa vida foi atropelada pela estupidez. acontece todo dia, com um monte de gente anônima e um dia aconteceu com a gente. nosso amigo morreu, nossa amiga ficou sem seu marido, amor e companheiro da vida.
nós ficamos com raiva, medo, impotência, tentando não dizer nada na falta de dizer a coisa certa. o Voodoo Bar, nossa casa de todos os dias, fechou as portas em luto, pela falta de forças em encarar memórias tão doloridas. de uma hora pra outra, vidas interrompidas, sonhos desfeitos.
mas – e sempre tem um mas – a vida não pára. e nem tem que parar. dia pós dia, a vida exige que a gente reassuma o controle do caminho e cuide, de fato, do que a gente pode intervir.
não sou adepta da auto-ajuda, mas confio no poder do tempo e da vontade. temos uma vida pra viver, até que ela deixe de existir. e tudo que a gente pode fazer é o melhor possível e torcer pra dar certo.
no meu quietinho deste feriado, desejei conforto pra vivi, que tanto cuidou da gente o tempo todo, e força e coragem à luciana e a letícia, minhas amigas irmãs, a quem reivindico o direito: vida, faça sua mágica.
