um animal na selva suja da rua

verborragia pós-adolescente

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das coisas nocivas, só não largo de mim. foram tantas tentativas de abandono, mas continuo aqui. tenho um coração e um intestino, acredito no pé na estrada e na ressaca. fugi do meu caminho faz tempo e sigo tropeçando porque me recuso a olhar pro chão. vou chorar todas as lágrimas que o peito apertar, porque não quero desses comprimidos, não senhor. vivo a minha dor como vivo cada sorriso e sigo achando que a dor nos dá uma dignidade tremenda, onde todo mundo é igual epra quem a falha da ciência e o mito do progresso são só um bando de nada. brindo às noites em que há mais de mim por você e gosto mesmo de não me odiar quando você está por perto. e se a morte é a única certeza e a realidade fede e é muito feia, a gente já percebeu que a vida não é uma festinha.

 

Escrito por fernandabrigatti

18 18UTC dezembro 18UTC 2011 às 8:44 PM

Publicado em Todos!

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